Yachay, uma cidade do conhecimento equatoriana: desdobramentos e implicações do modelo del Buen Vivir

Paulo Celso da Silva

DOI : 10.25965/trahs.1039

Índice

Texto completo

Introdução

A designação de cidade do conhecimento, entendida como aquela em que o conhecimento do cidadão é a base para a construção de outra forma de pensar e viver, tendo como suporte os aparatos tecnológicos informacionais, foi um conceito utilizado nos finais dos anos 1990 e início dos 2000 para qualificar diversas cidades do mundo capitalista. Trabalhos anteriores de Silva (2006), mostraram que essa qualificação serviu tanto para designar cidades que ofereciam infraestrutura para atividades de Tecnologia, Informação e Ciência (TIC) quanto web pages assim denominadas que pretendiam oferecer informações e interações entre seus usuários. Silva, nos remete para o recorte do que denomina de território informacional, afirmando que isso possibilita compreender como os processos foram possíveis ali e não em outros locais; contudo, eles estão em constante relação. Assim, “foi o território informacional, ainda virtualizado, o que possibilitou o surgimento ou a ideia da Cidade do Conhecimento e não o contrário” (2006: 102).

A grande carga de informação e conhecimento – enquanto recurso do território informacional – é o que o distingue de outras áreas que ainda estão preservadas como ‘reservas desse capital tecnológico’. Contudo, o território informacional está conectado com variadas redes de fluxos e fixos (estradas, ferrovias etc.). A evolução conceitual mais significativa, com relação à cidade, pode ser considerada a partir de 2010, quando algumas cidades que se constituem a partir de componentes informacionais passam a ser denominadas de Smart cities, em lugar de cidade do conhecimento.

Diferentemente da Cidade do Conhecimento, o conceito de Smart City contou com debates entre empresários, acadêmicos e políticos que culminou com a elaboração do City Protocol Agreement o qual definiu o que e como deveriam ser as cidades inteligentes:

“Cidades Inteligentes” é um termo que denota a efetiva integração entre físico, digital e sistemas humanos no ambiente construído para fornecer um ambiente sustentável, próspero e futuro inclusivo para os seus cidadãos. Os sistemas digitais fornecem um mecanismo para combinar de maneira eficiente a demanda de recursos disponíveis por meio de monitoramento integrado e com respostas em tempo real. Cidades Inteligentes usam sistemas digitais para se comunicar com cidadãos e organizações interessadas, eles exploram dados e informações para planejamento e prestação de serviços, mas também para nutrir as habilidades digitais necessárias para participar da sociedade e ser economicamente bem-sucedida.
As cidades são complexas e para se tornarem mais inteligentes - economicamente, socialmente e ambientalmente sustentáveis e prósperas - elas precisarão abordar, de forma holística, uma série de questões, que incluem:
a) planejamento e desenvolvimento econômico;
b) fornecimento de ar, água e alimentos limpos e resilientes;
c) sistemas integrados de dados e segurança;
d) redes de transporte responsivas;
e) proteção ambiental e gestão sustentável de recursos
f) gestão de risco (por exemplo, mudança climática);
g) sistemas sustentáveis de gestão de resíduos;
h) gestão de energia;
i) design de edifícios sustentáveis e edifícios verdes; e
j) interação cultural e social. (PAS 180:2014: 4)

Cidades como Songdo (Coréia do Sul), Barcelona (Espanha), Londres (Inglaterra), estão na lista das cidades que levam essa denominação e, cada uma com suas particularidades e contradições para encontrar um modelo e modo que consiga, realmente, incluir a maioria da população nesse processo. Isso porque, desde o início dos debates acerca da Smart city, ficou claro que não haveria um único só modelo e não seria viável “copiar” outras experiências, diferentemente da tentativa anterior de criar os diversos Silicon Valley copiados do modelo do norte californiano estadunidense, no qual se encontram as corporações de alta tecnologia, sejam as grades e conhecidas ou as startups que ainda ouviremos falar.

As principais Smart cities estão nos EUA, Europa e Ásia; contudo pretendemos apresentar aqui a cidade do conhecimento do Equador, que atende ao proposto no Art. 284 da ‘Constitución de la Republica del Ecuador’ de 2008 que afirma:

Art. 284 - La política económica tendrá los siguientes objetivos:
1. Asegurar una adecuada distribución del ingreso y de la riqueza nacional.
2. Incentivar la producción nacional, la productividad y competitividad sistémicas, la acumulación del conocimiento científico y tecnológico, la inserción estratégica en la economía mundial y las actividades productivas complementarias en la integración regional,

A cidade em questão é Yachay, nome que em Quíchua quer dizer conhecimento, e está localizada na região norte do Equador. É a primeira cidade planejada do Equador e pretende ser considerada a primeira cidade do conhecimento de Nuestra America. A proposta busca atingir a excelência no conhecimento e desenvolvimento científico e tecnológico, com o intuito de incrementar a economia informacional de maneira que insira e atinja no plano social a população equatoriana.

A título de informação, encontramos apenas um local designando Yachay de Smart city. Uma propaganda institucional, conforme imagem a seguir:

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Figura Yachay Ciudad del Conocimiento.

Fonte: http://www.dqcloud.com/dev/clientes/yachay_info/info1.html

O projeto e os desdobramentos em Yachay

Localizada na província de Imbabura, em Urcuquí (cerca de 75 Km de Quito), norte do Equador, a cidade de Yachay conta com uma área de 4461 hectares, onde se encontram cerca de 1500 moradores fixos e o dobro deles em população volante. Como a temperatura no Equador é um fator marcante na vida cotidiana, encontramos no norte, uma oscilação entre 14 e 22 graus indicada como ideal para recebimento de estrangeiros e na qual as condições fisiogeográficas, aliadas à conectividade e meios de comunicação possibilitam o desenvolvimento pretendido para os centros (Yachay- Ciudad del., 2018)

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Figura - localização de Yachay.

Fonte: Google Maps. https://www.google.com.ec/maps/search/Yachay/@-4.6896954,-71.7552831,6z

O projeto está demarcado em três etapas nas quais: de 2012 a 2017, implantação da Universidade de Pesquisa de Tecnologia Experimental para desenvolvimento de pesquisas em P+D (Pesquisa + Desenvolvimento) ; de 2017 a 2020 conclusão da etapa de afirmação da infraestrutura para os setores de educação, cultura, saúde, comercio exterior e urbanização, que conta com 666,81 hectares; 2020 a 2040, formação da área metropolitana de Yachay que deve trazer desenvolvimento para todo o entorno e estima-se cidade que abrigará 123.403 habitantes, antes composto por fazendas e agricultura familiar e pequenos agricultores.

O Plano Mestre para o projeto foi desenvolvido pelos técnicos do governo equatoriano em associação com a empresa coreana Incheon Free Economic Zone (IFEZ) a mesma que criou a Zona Econômica Livre de Busan-Jinhae, na Coréia do Sul, chamada Songdo, para ser uma área de alta tecnologia e já dentro de todos os padrões de uma Smart city internacional.

Contudo, os projetos e a execução não estiveram e não estão livres de contradições e enfrentamentos, inclusive ambientais, dos quais o primeiro deles foi a extinção de espécimes marítimas únicas na área que migraram ou morreram com o aterro de 53,4 Km2 de área marítima. Também os pescadores foram desapropriados e perderam seu trabalho e, ao manifestarem-se, foram presos. Com o avanço das negociações entre governo, empresa privada e pescadores, os pescadores que tiveram condições, adquiriram um pedaço de terra de 165 metros quadrados, como participação na cidade. De maneira resumida, a cidade internacional de Songdo não atende ao morador de origem coreana, proibido de utilizar a escola e o hospital internacional, já que seu plano de assistência de saúde não é aceito (Silva, 2014 e 2016).

O Plano Mestre para Yachay ficou esquematizado como aparece abaixo:

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Figura - Pano Mestre Yachay.

Fonte: http://www.yachay.gob.ec/

Quatro Zonas foram pensadas para garantir conhecimento e desenvolvimento econômico: 1, a Cidade do Conhecimento; 2, a área de produção industrial; 3, a zona de agroturismo; e 4, a Zona de Biotecnologia Agrícola.

Fase de desenvolvimento

Anos previstos

Anos objeto

Desenvolvimento urbano

Superfície ()

Primeira fase

Ano 2025

Ano 2026

Cidade do Conhecimento Yachay

6.668.142

Segunda fase

Ano 2030

Ano 2031

Zona de Produção Industrial

4.246.264

Terceira fase

Ano 2035

Ano 2036

Zona de Agroturismo

2.239.399

Quarta fase

Ano 2040

Ano 2041

Zona de Investigação de Biotecnologia

1.711.207

Elaboração: IFEZ, Estudio de factibilidad, desarrollo e instrumentalización de la planificación urbana, Concepto del plan metropolitano de desarrollo.

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Figura - Divisão de Zonas Polígono de Intervenção YACHAY.

Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c9/Mapa_Yachay.jpg

Este projeto visa dar condições de desenvolver no Equador os setores de Inovação tecnológica e ciência de ponta com a instalação da ‘Universidad Tecnológica Científica Experimental del Ecuador’ e centros de pesquisa com o intuito de, também, trazer para o local, cientistas e técnicos internacionais. De posse da aprovação do ‘Plan Nacional para el Buen Vivir – PNBV’ e da ‘Ley Orgánica de Educación Superior – LOES’ foram possíveis tais mudanças estruturais, necessárias ao desenvolvimento do Ensino Superior para atrair investimentos estrangeiros de alta tecnologia e a criação de organizações e empresas privadas e públicas nesse segmento educacional, com o objetivo principal de promover o desenvolvimento de uma Economia do Conhecimento com ênfase no capital intelectual (Mae Imbabura, 2016: 36).

Desdobramentos e implicações da Ciudad del Conocimiento YACHAY

Após essa breve apresentação do Projeto Ciudad del Conocimiento de Yachay, nossa investigação centra-se nos desdobramentos e implicações que trouxe para a população local/regional e equatoriana como um todo. Para isso, buscamos os periódicos equatorianos e suas regiões, totalizando 35 diários impressos em circulação (Prensa Escrita), conforme listado abaixo:

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Fonte: Prensa Escrita. http://www.prensaescrita.com/america/ecuador.php

Note de bas de page 1 :

O jornal El comercio é um dos mais antigos em circulação no Equador, sua fundação data de 01 de janeiro de 1906.

Note de bas de page 2 :

No original: ‘Urcuquí, la tierra fértil de la caña y fréjol’.

Note de bas de page 3 :

No original: “No sé cuánto me van a pagar ni si me reubicarán”.

Do total encontrado, escolhemos dois que nos pareceram representativos para os propósitos desta apresentação do Projeto Yachay, El Comercio1, de Quito; e El Norte, de Ibarra. O primeiro com 493 resultados para o termo de busca Yachay, distribuídos em 25 páginas, sendo que a primeira notícia foi veiculada no dia 25 de novembro de 2011 e sua manchete informava ‘Urcuquí, a terra fértil de cana e feijão’2. A matéria descrevia o projeto da cidade do conhecimento, o qual havia iniciado suas obras em março daquele ano; também notificava que alguns trabalhadores rurais estavam apreensivos, dado o fato de que suas terras haviam sido consideradas, pelo governo central, de utilidade pública, “Não sei quanto me pagarão nem se me darão outras terras”3 , afirmava um morador (El Comercio, 2011). Também foi possível encontrar 16 ‘cartas ao diretor’ com o tema ora tratado.

Note de bas de page 4 :

Fundado em 25 de junho de 1987.

Note de bas de page 5 :

No original: “Ciudad del Conocimiento”

O segundo jornal diário, El Norte4, teve 385 resultados para o termo de busca Yachay, distribuídos em 39 páginas, oferecendo notícias e também conteúdo multimídia com vídeos e áudio, teve sua primeira notícia do Projeto veiculada no dia 21 de novembro de 2011 intitulada ‘Cidade do Conhecimento’5, assinado por Jacinto Salas, articulista do jornal. Diferentemente do diário de Quito, no jornal da região onde o projeto desenvolvia-se, o tom do artigo apresentava uma expectativa positiva em relação ao Projeto:

Note de bas de page 6 :

No original: “A cuentagotas, poco a poco, como quien dice algo, pero se reserva mucho, los imbabureños han comenzado a enterarse de que la provincia, pero más, un cantón, Urcuquí, fueron seleccionados para ser sedes de YACHAY, la Ciudad del Conocimiento, en el Ecuador” (El Norte, 2011).

“Como um conta-gotas, pouco a pouco, como alguém que diz algo, mas se reserva muito, os imbabureños começaram a entender que a província, porém mais, um cantão, Urcuquí, foram selecionados para ser a sede de YACHAY, a Cidade do Conhecimento, no Equador” (El Norte, 2011)6.

Diário El Comercio -

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Figura – El Comercio 15 setembro 2017.

Fonte: https://www.elcomercio.com/opinion/caricaturas/ciudad-conocimiento-opinion-roque-yachay.html

No total de entradas do diário de Quito, selecionamos 10 matérias que, entendemos, já indicam o direcionamento editorial dado e o posicionamento político do jornal, em relação à cidade do conhecimento, assim como a ilustração assinada por Roque.

Em ordem cronológica, as matérias escolhidas são:
09 de Dezembro de 2011 - Problemas en el Cantón Urcuquí
12 de Junho de 2012 - Propietarios de tierras en donde se construirá el proyecto Yachay piden un pago justo
16 de June de 2012 17:09 - Resumen del Enlace Ciudadano 276 del presidente Correa, desde Muisne
14 de Julho de 2012 - Yachay ciudad del conocimiento
07 de Agosto de 2015 - Yachay: fracaso anunciado (Enrique Ayala Mora, articulista)
11 de Agosto de 2015 - Yachay... Ayayay
Outubro de 2017 – Especial Yachay, los planes fallidos de un megaproyecto
13 de Dezembro de 2017 - Sobre artículo de Ayala Mora (Carlos Castillo-Chávez, Rector Universidad Yachay Tech)
08 de abril de 2018 - Despropósito en Yachay

Note de bas de page 7 :

No original: “Problemas en el Cantón Urcuquí”

Note de bas de page 8 :

No original: “Este proyecto ha sido madurado casi en secreto y con toda seguridad desde la comodidad de un escritorio, porque no se explica de otra manera que se quiera destruir el granero del Norte del país" (El Comercio, 2011).

A primeira matéria, ‘Problemas no Cantón Urcuquí’7, de 2011, utiliza o tom de denuncia para informar o que o jornalista considera uma das poucas áreas agrícolas do país e penaliza-se com a desapropriação de noventa e quatro proprietários. Justifica, primeiro buscando no clima incomparável e na geografia local o argumento para não concordar com o projeto. Em seguida, termina com uma afirmação da negligencia e desconhecimento regional dos técnicos do governo por escolherem essa área: ‘Este projeto foi desenvolvido quase em segredo e, com toda certeza, desde a comodidade de um escritório, porque não se explica de outra maneira que se queira destruir o celeiro do norte do país” (El Comercio, 2011)8.

Note de bas de page 9 :

No original: “Proprietarios de tierras en donde se construirá el proyecto Yachay piden un pago justo”.

A matéria veiculada em 2012 repercute acerca dos ‘Proprietários de terras onde se construirá o projeto Yachay pedem um pagamento justo’9. O texto destaca:

Note de bas de page 10 :

No original: “Un grupo de afectados por las expropiaciones de predios agrícolas en Urcuquí, hicieron esta mañana un plantón, aprovechando la visita del presidente Rafael Correa. Los manifestantes portaban carteles con la leyenda: 80 propiedades afectadas, 8 meses sin respuesta” (El Comercio, 2012a).

Um grupo de pessoas afetadas pelas desapropriações de terras agrícolas em Urcuquí, nesta manhã, fizeram um protesto aproveitando a visita do presidente Rafael Correa. Os manifestantes carregavam cartazes com a legenda: 80 propriedades afetadas, 8 meses sem resposta (El Comercio, 2012a)10.

Note de bas de page 11 :

No original: “Resumen del Enlace Ciudadano 276 del presidente Correa, desde Muisne - Esmeralda”.

Note de bas de page 12 :

No original: “Sobre los terrenos donde se construirá Ciudad Yachay, dijo que no quiere ‘perjudicar a nadie; si nos dan base legal se cancelará lo justo a los propietarios de esos terrenos” (El Comercio, 2012b).

No mesmo ano, e repercutindo o ‘Resumo do Enlace cidadão 276 do Presidente Correa, desde Muisme – Esmeralda’11, um pronunciamento transmitido pela TV no qual o Presidente Correa, indicava “Na terra onde a cidade de Yachay será construída, ele disse que não quer "predudicar ninguém se eles nos derem uma base legal, os donos dessas terras receberão o justo ( El Comercio, 2012b)12.

Note de bas de page 13 :

No original: 07 de Agosto de 2015 - Yachay: “Fracaso anunciado” (Enrique Ayala Mora, articulista);

As matérias de 07 de Agosto de 2015 – Yachay: fracasso anunciado (Enrique Ayala Mora, articulista); Yachay: fracaso anunciado (Enrique Ayala Mora, articulista); 11 de Agosto de 2015 - Yachay... Ayayay; Outubro de 2017 – Especial Yachay, los planes fallidos de un megaproyecto e 8 de abril de 2018 - Despropósito en Yachay13 demonstram, já em seu título a desaprovação da editoria do periódico e seu posicionamento a favor do setor privado e de políticas neoliberais.

Destaque para o Especial de outubro de 2017 o qual utilizou outra maneira de fazer jornalismo com infográficos, vídeos e imagens em movimentos como podemos ver na sequência a seguir:

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Note de bas de page 14 :

No original: “La obra civil dejó daños arqueológicos”.

Note de bas de page 15 :

No original: “Esta investigación fue realizada por El Comercio”. EL COMERCIO DATA en el marco de la Iniciativa para el Periodismo de Investigación de las Américas. Un programa de International Center for Journalists (ICFJ) en alianza con CONNECTAS” (El Comercio Especiales, 2017a).

Apenas no setor ‘A obra civil deixou danos arqueológicos’14 encontramos indicado ao final da página: Esta pesquisa foi realizada por por ocasião da Iniciativa para o Jornalismo Investigativo das Américas. Um programa do International Center for Journalists ICFJ em parceria com CONNECTAS” (El Comercio Especiales, 2017a)15.

Note de bas de page 16 :

No original: “Sobre artículo de Ayala Mora”.

Note de bas de page 17 :

No original: De gana hicieron escándalo por el honoris causa del Yachay para Correa… Tanto él como su costoso fiasco se lo merecen el uno al otro (El COMERCIO, 2017b)

Note de bas de page 18 :

No original: Espero y confío que, después de esta breve explicación, reconsidere su afirmación de que la Universidad Yachay Tech, es um “costoso fiasco”. Como puede ver, su agravio y perjuicio está dirigido a una comunidad de jóvenes estudiantes ecuatorianos que se esfuerzan día a día por superarse y contribuir al desarrollo de su país (El Comercio, 2017c).

Por fim, ‘Acerca do artigo de Ayala Mora16’ de autoria de Carlos Castillo-Chávez, Rector Universidad Yachay Tech é uma resposta ao editorial escrito em 08 de dezembro de 2017, quando o então presidente Rafael Correa recebia o título de Doutor honoris Causa pela Universidad Yachay Tech que o articulista considera, ‘Com ganas fez um escândalo para os Honoris causa de Yachay para Correa ... Tanto ele quanto seu fiasco caro merecem um ao outro’ (EL COMERCIO, 2017b)17. Na sua resposta, o Reitor, após declarar e indicar números nacionais e internacionais dos trabalhos desenvolvidos na universidade conclui:’ "Espero e confio que, após esta breve explicação, reconsidere a sua afirmação de que a Universidade de Tecnologia de Yachay é um " fiasco caro ". Como você pode ver, sua queixa é direcionada a uma comunidade de jovens estudantes equatorianos que se esforçam todos os dias para se destacarem e contribuir para o desenvolvimento de seu país’ (El Comercio, 2017c)18.

Diario El Norte

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Figura -El Norte 11 de julho de 2018

No total de entradas do diário de Ibarra, selecionamos 12 matérias que, entendemos, já indicam outro direcionamento editorial dado e o posicionamento político do jornal.

Em ordem cronológica, as matérias escolhidas são:
21 novembro 2011 - Ciudad del Conocimiento.
23 novembro 2011 - El proyecto Yachay,
30 novembro 2011 - Habitantes piden explicación sobre Ciudad del Conocimiento,
01 dezembro 2011 - División por Ciudad del Conocimiento (Video),
04 fevereiro 2012 - Varios ciudadanos ibarreños apoyan proyecto Yachay.
02 maio 2012 - Se iniciaron obras para la Ciudad del Conocimiento.
23 janeiro 2013 - Proyecto Yachay genera inconvenientes en comuneros.
05 abril 2013 - Yachay genera trabajo y desarrollo en Urcuquí.
31 março 2014 – Yachay
11 agosto 2015 - Arturo Villavicencio: No le veo a Yachay futuro ni razón de ser.
10 abril 2018 - Gobierno anunció el cierre de Yachay EP en el 2021.
07 julho 2018 - Expertos coreanos visitarán Ecuador por proyecto de centro de innovación.

As primeiras matérias relativas ao tema da cidade do conhecimento de Yachay, no ano de 2011, assinadas por Jacinto Salas, indicam um misto de curiosidade, esperança e apoio ao projeto que ainda não está claro para os moradores daquela região. Insiste o articulista que o governo local deve aproveitar a oportunidade para ampliar as possibilidades turísticas e empregatícias de uma das “áreas esquecidas” do Equador.

A matéria do dia 01 de dezembro de 2011 traz a palavra dos prefeitos das cidades atingids pelo projeto. A governadora de Imbabura na ocasião, Gabriela Rivadeneira, procura com um vídeo explicar e acalmar os moradores que serão desapropriados:

Note de bas de page 19 :

No original: “Este proyecto es integral; no es que de las 4000 hectáreas la gente se desplaza y no pasa nada, es por eso que la gente que está dentro de esas hectáreas como Tapiapamba va a formar parte integral del proyecto. El problema actual son los intereses particulares de los propietarios de los terrenos que están siendo notificados para declaratoria de utilidad pública” (El Norte, 2011d).

Este projeto é integral, não é que dos 4000 hectares as pessoas se mudam e nada acontece, é por isso que as pessoas que estão dentro desses hectares como Tapiapamba serão parte integrante do projeto. O problema atual são os interesses particulares dos proprietários das terras que estão sendo notificados para declaração de utilidade pública (El Norte, 2011d19).

Note de bas de page 20 :

No original: “Andrés Pandi, ciudadano ibarreño manifestó su felicitación al Gobierno Nacional por la iniciativa …’Me pongo como un voluntario más y seguiré pasando la voz para que cada vez este apoyo sea más grande’” (El Norte, 2012).

Em 2012, início das obras da cidade do conhecimento, o diário do norte equatoriano vai destacar, além das obras, também a participação cidadã em apoio ao projeto: “Andrés Pandi, cidadão ibarreño manifestou sua felicitação ao Governo Nacional pela iniciativa… Me coloco como mais um voluntário e continuarei incentivando aos demais para que cada vez este apoio seja maior’(El Norte, 2012)20.

Em 2013, os trabalhores e agricultores da região de alcance do projeto estavam apreensivos com a situação em que se encontrava a situação do parcelamento da terra, por isso:

Note de bas de page 21 :

No original: “Ayer en la mañana cientos de ciudadanos provenientes de las comunidades de Armas Tola, San Vicente, Santa Rosa, San Antonio, La Merced, El Puente y Tapiapamba, zonas de influencia del proyecto Yachay, en una marcha pacífica llegaron al gobierno municipal para exigir explicaciones sobre el avance de ejecución del proyecto de la Ciudad del Conocimiento. Los manifestantes se quejaron que no pueden realizar fraccionamientos de sus tierras, legalizar escrituras, peor construir. Mencionaron que hace varios meses se cerró una planta florícola que daba trabajo a 80 personas; de igual forma ocurrió con planteles avícolas. Toda la gente que laboraba en estas empresas ahora están en la desocupación, expresa Fernando Quimbiamba, de la comunidad de Armas Tola. PROHIBICIÓN. El alcalde del cantón Urcuquí Nelson Félix, mencionó que pedirá a los responsables de Yachay se levante el impedimento provisional que tiene para realizar los fraccionamientos de tierras. Además, les aseguró a los comuneros que hoy a las 15:00, tendrá una respuesta a sus interrogantes (El Norte, 2013a).

Ontem de manhã centenas de cidadãos das comunidades de Armas Tola, San Vicente, Santa Rosa, San Antonio, La Merced, El Puente e Tapiapamba, áreas de influência do projeto Yachay, em uma marcha pacífica chegaram ao governo da cidade para exigir explicações sobre o andamento da execução do projeto Cidade do Conhecimento. Os manifestantes reclamaram que eles não podem subdividir suas terras, legalizar escrituras e pior, construir. Eles mencionaram que, há vários meses, foi fechada uma fábrica de floricultura que dava trabalho a 80 pessoas, da mesma forma que aconteceu com as plantas avícolas. Todas as pessoas que trabalharam nessas empresas estão desempregadas, diz Fernando Quimbiamba, da comunidade de Armas Tola. PROIBIÇÃO. O prefeito do Canton Urcuquí Nelson Felix, disse que iria pedir aos responsáveis de Yachay que suspendam o impedimento provisória para subdivisões da terra . Além disso, assegurou aos presentes que hoje, às 15 horas, terá uma resposta às suas perguntas (El Norte, 2013a)21.

Em Abril de 2013, entretanto, o tema mudava para ‘Yachay genera trabajo y desarrollo en Urcuquí’ e um certo contentamento da população local que passou a ser operária nas obras de restauração de prédios agrícolas, “‘Nunca pensé ver al presidente’, mencionó Silvio Ramos un jornalero que desde hace dos meses trabaja en la rehabilitación de la hacienda San José” (El Norte, 2013b). Destaque ainda para a formação de associações produtivas e micro empreendimentos das pessoas das comunidades locais para prestar serviços nas obras da nova cidade.

O articulista Jacinto Salas, mencionava, em 2014, no texto intitulado apenas de ‘Yachay’, o momento histórico para o local e o Equador, quando os primeiros alunos chegavam a Universidade e merece ser lido na íntegra:

Note de bas de page 22 :

No original: “Yachay, la Ciudad del Conocimiento, nace hoy, cuando los primeros 187 estudiantes inician su formación en una universidad diferente, en un centro de estudios que, siguiendo modelos probados, obligará a docentes y alumnos a vivir en él, a dedicarse casi exclusivamente a la única tarea, prepararse, estudiar, investigar, crear.

Yachay, a Cidade do Conhecimento, nasce hoje, quando os primeiros 187 alunos iniciama sua formação em uma universidade diferente, em um centro de estudo que, seguindo modelos comprovados, obrigará professores e alunos a viver nele, a dedicar-se quase exclusivamente a única tarefa, preparar, estudar, investigar, criar.
É muito provável que, para muitos, Yachay ainda constitua uma quimera, algo irreal e distante do contexto do Equador. As explicações sobre o significado desta universidade têm sido limitadas, elas foram mais dirigidas a Academia, e não para enfatizar o alcance que ela tem para o país, ainda ancorado em uma economia primária, agroexportadora, de produtos sem valor agregado. Qual será o impacto de Yachay na trajetória da província é algo que ainda precisa ser descoberto. Porque essa nova universidade não pode se limitar a ocupar um enorme espaço de 4800 hectares de terras produtivas instaladas em Urcuquí, ela deve representar muito mais. É o que os imbabureños não sabem. É o que Yachay deve dizer e explicar. Porque se a universidade quebra paradigmas no que significa formação, deve rompe-los em sua relação direta e imediata com a comunidade. Ela não pode se limitar a oferecer serviços, mas ir muito além, à participação ativa e efetiva no parque industrial, à geração de novos empreendimentos, que surgem do conhecimento científico e tecnológico de Yachay (El Norte, 2014).22

Note de bas de page 23 :

No original: “No le veo a Yachay futuro ni razón de ser”.

A entrevista, em agosto de 2015, com Arturo Villavicencio, destacava na manchete a afirmação do professor ‘Não vejo futuro e nem razão de ser em Tachay’23. Sua justificativa decorria do fato de ter sido presidente do Consejo Nacional de Evaluación y Acreditación, Conea, e ter justamente indicado a existência de muitas universidades e da precariedade em que se encontravam e, ao ser convidado para ser reitor da Yachay Tech, concluiu que era contraditório com suas indicações ao governo (El Norte, 2015).

Note de bas de page 24 :

No original: “Yachay EP, empresa parte del proyecto emblemático durante el gobierno de Rafael Correa, deberá desaparecer hasta el 2021 junto a Fabrec y Ecuador estratégico”.

Note de bas de page 25 :

No original: “Si hasta el 2021 se encuentra un modelo de gestión distinto, la Ciudad del Conocimiento pasará a ser parte de otro modelo de gestión, no significa el cierre del proyecto".

As notícias do El Norte do início de 2018 dão conta da reestruturação do governo equatoriano e, com isso, a fusão e a transformação de várias empresas públicas, entre elas a Yachay EP, destacava: ‘A Yachay EP, empresa que faz parte do projeto emblemático do governo de Rafael Correa, deverá desaparecer até 2021 junto com a Fabrec e o Equador estratégico’ 24 (El Norte, 2018a). Porém, o governo entende, neste momento que não será a extinção do projeto, conforme o gerente da Yachay EP, Jorge Martínez:’ Se até 2021 um modelo de gestão diferente for encontrado, a Cidade do Conhecimento passará a ser parte de outro modelo de gestão, não significa o fechamento do projeto’25 (El Norte, 2018a).

Note de bas de page 26 :

No original: “Será un espacio que se empleará como un instrumento nacional para el desarrollo de la tecnología y el incremento de la competitividad”.

O mês de julho de 2018, último por nós pesquisado no diário de Ibarra, trouxe o destaque para a vinda de uma comitiva de coreanos visando implantar o ‘Centro de Innovación Yachay-YIC’ que já estava planejado e aprovado desde 2016 com inversões em torno dos 5 milhões de dólares e ‘será um espaço que se empregará como um instrumento nacional para o desenvolvimento da tecnologia e incremento da competitividade’26 (El Norte, 2018b).

Conclusão

Yachay, a cidade do Conhecimento equatoriano, é um projeto vinculado ao modelo do Buen Vivir, baseada no desenvolvimento e socialização do conhecimento, da pesquisa científica e tecnológica de ponta.

Nossa pesquisa inicial centrou-se em dois periódicos distribuídos geograficamente na capital Quito e na região Norte, em Urcuquí e, conforme apresentado nas matérias escolhidas, apresentam posicionamentos sociais e políticos distintos. Enquanto o jornal de quito, El Comércio, centrou-se, principalmente, nas dificuldades e problemas que o Projeto trouxe, exigindo uma linearidade inexistente nos processos de construção de conhecimento e sociais; o jornal de Ibarra, El Norte, centrou-se mais nas possibilidades abertas pelo projeto para desenvolvimento e destaque da região no Equador e no mundo, mostrou compreender mais o papel das contradições no movimento social e nas soluções encontradas.

A compreensão das contradições e o buscar avançar em suas soluções, sabendo que novas contradições apareceriam, está mais de acordo com as propostas sociais da Constituição do Equador, que completa seus dez anos.

Parece-nos acertado considerar que a escolha da alcunha de Ciudad del Conocimiento, em lugar de Smart city, termo mais em voga depois de 2012, deve-se ao fato do primeiro termo estar mais de acordo com a ideologia que inspirou e motivou a Constituição de 2008, considerando ainda que se configurou também como na busca de um padrão equatoriano e sul americano para os setores de Inovação, pesquisa e empreendedorismo. Ao mesmo tempo em que mantém e preserve tradições e costumes milenares do país e da região, inclui outras opções sociais como as redes Facebook, Twitter para propagar as iniciativas de Yachay.

Sem dúvida é um grande projeto que atende o Art. 284 da Constituição ao estimular a acumulação do conhecimento científico e tecnológico e insere todo o país com uma estratégia econômica e social diferente, com sua aposta no desenvolvimento das pessoas e com preocupação moral com os territórios de atuação, bem diferente das propostas neoliberais justificadas apenas pelo ganho econômico e financeiro.

Références

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El Comercio. El “doctor” Correa’. Publicado em 08 Dez. 2017b. Disponível em: < https://www.elcomercio.com/opinion/opinion-columnistas-enriqueayalamora-yachay-doctorado.html> Acesso em 20 de Agosto de 2018.

El Comercio. Sobre artículo de Ayala Mora (Carlos Castillo-Chávez, Rector Universidad Yachay Tech). Publicado em 13 de Dez. 2017c. Disponível em: < https://www.elcomercio.com/cartas/cartas-opinion-enriqueayalamora-articulo-yachaytech.html >Acesso em 20 Ago. 2018.

El Comercio. Despropósito en Yachay. Publicado em 8 abr. 2018. Disponível em: < https://www.elcomercio.com/opinion/editorial/despropositoenyachay-yachay-opinion-columna-editorial.html >Acesso em 20 Ago. 2018.

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El Norte. Gobierno anunció el cierre de Yachay EP en el 2021. Publicado em 10 Abr. 2018 a. Disponível em < http://www.elnorte.ec/hemeroteca/gobierno-anuncio-el-cierre-de-yachay-ep-en-el-2021-JAEN72902> Acesso em 21 ago. 2018.

El Norte. Expertos coreanos visitarán Ecuador por proyecto de centro de innovación. Publicado em 07 jul. 2018b. Disponível em: <http://www.elnorte.ec/actualidad/expertos-coreanos-visitaran-ecuador-por-proyecto-de-centro-de-innovacion-GH90735 > Acesso em 21 ago. 2018.

Mae Imbabura (2016). Resumen ejecutivo del estudio de impacto ambiental del proyecto de la ciudad del conocimiento “Yachay”. Disponível em: <https://maeimbabura.files.wordpress.com/2014/06/eia-yachay.pdf> Acesso em 22 Ago. 2018.

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___________ (2016). “Smart cities: Modelo de comunicação Global? Uma abordagem da Geografia da Comunicação”. Disponível em: < http://www.geografias.net.br/papers/2016/R11-1470-1.pdf> Acesso em 20 Ago. 2018.

YACHAY- CIUDAD DEL CONOCIMIENTO (2018). Disponível em: < http://www.yachay.gob.ec/> Acesso em 20 Ago. 2018.

Notes

1 O jornal El comercio é um dos mais antigos em circulação no Equador, sua fundação data de 01 de janeiro de 1906.

2 No original: ‘Urcuquí, la tierra fértil de la caña y fréjol’.

3 No original: “No sé cuánto me van a pagar ni si me reubicarán”.

4 Fundado em 25 de junho de 1987.

5 No original: “Ciudad del Conocimiento”

6 No original: “A cuentagotas, poco a poco, como quien dice algo, pero se reserva mucho, los imbabureños han comenzado a enterarse de que la provincia, pero más, un cantón, Urcuquí, fueron seleccionados para ser sedes de YACHAY, la Ciudad del Conocimiento, en el Ecuador” (El Norte, 2011).

7 No original: “Problemas en el Cantón Urcuquí”

8 No original: “Este proyecto ha sido madurado casi en secreto y con toda seguridad desde la comodidad de un escritorio, porque no se explica de otra manera que se quiera destruir el granero del Norte del país" (El Comercio, 2011).

9 No original: “Proprietarios de tierras en donde se construirá el proyecto Yachay piden un pago justo”.

10 No original: “Un grupo de afectados por las expropiaciones de predios agrícolas en Urcuquí, hicieron esta mañana un plantón, aprovechando la visita del presidente Rafael Correa. Los manifestantes portaban carteles con la leyenda: 80 propiedades afectadas, 8 meses sin respuesta” (El Comercio, 2012a).

11 No original: “Resumen del Enlace Ciudadano 276 del presidente Correa, desde Muisne - Esmeralda”.

12 No original: “Sobre los terrenos donde se construirá Ciudad Yachay, dijo que no quiere ‘perjudicar a nadie; si nos dan base legal se cancelará lo justo a los propietarios de esos terrenos” (El Comercio, 2012b).

13 No original: 07 de Agosto de 2015 - Yachay: “Fracaso anunciado” (Enrique Ayala Mora, articulista);

14 No original: “La obra civil dejó daños arqueológicos”.

15 No original: “Esta investigación fue realizada por El Comercio”. EL COMERCIO DATA en el marco de la Iniciativa para el Periodismo de Investigación de las Américas. Un programa de International Center for Journalists (ICFJ) en alianza con CONNECTAS” (El Comercio Especiales, 2017a).

16 No original: “Sobre artículo de Ayala Mora”.

17 No original: De gana hicieron escándalo por el honoris causa del Yachay para Correa… Tanto él como su costoso fiasco se lo merecen el uno al otro (El COMERCIO, 2017b)

18 No original: Espero y confío que, después de esta breve explicación, reconsidere su afirmación de que la Universidad Yachay Tech, es um “costoso fiasco”. Como puede ver, su agravio y perjuicio está dirigido a una comunidad de jóvenes estudiantes ecuatorianos que se esfuerzan día a día por superarse y contribuir al desarrollo de su país (El Comercio, 2017c).

19 No original: “Este proyecto es integral; no es que de las 4000 hectáreas la gente se desplaza y no pasa nada, es por eso que la gente que está dentro de esas hectáreas como Tapiapamba va a formar parte integral del proyecto. El problema actual son los intereses particulares de los propietarios de los terrenos que están siendo notificados para declaratoria de utilidad pública” (El Norte, 2011d).

20 No original: “Andrés Pandi, ciudadano ibarreño manifestó su felicitación al Gobierno Nacional por la iniciativa …’Me pongo como un voluntario más y seguiré pasando la voz para que cada vez este apoyo sea más grande’” (El Norte, 2012).

21 No original: “Ayer en la mañana cientos de ciudadanos provenientes de las comunidades de Armas Tola, San Vicente, Santa Rosa, San Antonio, La Merced, El Puente y Tapiapamba, zonas de influencia del proyecto Yachay, en una marcha pacífica llegaron al gobierno municipal para exigir explicaciones sobre el avance de ejecución del proyecto de la Ciudad del Conocimiento. Los manifestantes se quejaron que no pueden realizar fraccionamientos de sus tierras, legalizar escrituras, peor construir. Mencionaron que hace varios meses se cerró una planta florícola que daba trabajo a 80 personas; de igual forma ocurrió con planteles avícolas. Toda la gente que laboraba en estas empresas ahora están en la desocupación, expresa Fernando Quimbiamba, de la comunidad de Armas Tola. PROHIBICIÓN. El alcalde del cantón Urcuquí Nelson Félix, mencionó que pedirá a los responsables de Yachay se levante el impedimento provisional que tiene para realizar los fraccionamientos de tierras. Además, les aseguró a los comuneros que hoy a las 15:00, tendrá una respuesta a sus interrogantes (El Norte, 2013a).

22 No original: “Yachay, la Ciudad del Conocimiento, nace hoy, cuando los primeros 187 estudiantes inician su formación en una universidad diferente, en un centro de estudios que, siguiendo modelos probados, obligará a docentes y alumnos a vivir en él, a dedicarse casi exclusivamente a la única tarea, prepararse, estudiar, investigar, crear.

23 No original: “No le veo a Yachay futuro ni razón de ser”.

24 No original: “Yachay EP, empresa parte del proyecto emblemático durante el gobierno de Rafael Correa, deberá desaparecer hasta el 2021 junto a Fabrec y Ecuador estratégico”.

25 No original: “Si hasta el 2021 se encuentra un modelo de gestión distinto, la Ciudad del Conocimiento pasará a ser parte de otro modelo de gestión, no significa el cierre del proyecto".

26 No original: “Será un espacio que se empleará como un instrumento nacional para el desarrollo de la tecnología y el incremento de la competitividad”.

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Para citar este documento

Paulo Celso da Silva, « Yachay, uma cidade do conhecimento equatoriana: desdobramentos e implicações do modelo del Buen Vivir », Trayectorias Humanas Trascontinentales [En ligne], NE  3, 2018, consultado el 21/11/2018, URL : https://www.unilim.fr/trahs/1039, DOI : 10.25965/trahs.1039

Autores

Paulo Celso da Silva

Universidade de Sorocaba (UNISO)
Sorocaba, Brasil

paulo.silva@prof.uniso.br

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