Chamada


Em setembro de 2015, os 193 Estados membros da ONU adotaram o Programa de Desenvolvimento Sustentável para 2030: a Agenda 2030. Nesta resolução, os países signatários acordam 17 objetivos (ODS) nos quais devem orientar e unir seus esforços para construir um mundo diferente, próspero e sustentável, baseado na erradicação da pobreza e orientado para a busca do desenvolvimento sustentável.

A proteção contra grupos vulneráveis está implícita entre os ODS 1) fim da pobreza, 2) fome zero, 3) saúde e bem-estar, 4) educação de qualidade, 5) igualdade de gênero, 6) água potável e saneamento, 7) energia acessível e não poluente, 8) trabalho decente e crescimento econômico, 9) indústria, inovação e infraestrutura, 10) redução de desigualdades, 11) cidades e comunidades sustentáveis, 12) produção e consumo responsáveis, 13) ação climática, 14) vida subaquática, 15) vida de ecossistemas terrestres, 16) paz, justiça e instituições sólidas e 17) alianças para alcançar os objetivos.

Em muitas sociedades, os idosos são os que sofrem de maior vulnerabilidade. Portanto, a Rede Internacional da América Latina, África, Europa e Caribe (ALEC) [1] considerou essencial tratar dessa questão em seu IV Congresso e abordar essa parte importante da humanidade.

De fato, em um mundo globalizado em que predominam tensões e marginalidades, que lugar para se dedicar a essa parte da população? Que papel deve ser concedido? Como « antecipar as conseqüências do envelhecimento » e « registrar esse período da vida em um estágio que responda às suas aspirações »?

Entre envelhecimento e longevidade, qualquer que seja a denominação utilizada, os/as idosos/as, anciões, a terceira idade, os/as adultos/as maiores, é importante que tomemos cuidado, no que diz respeito à heterogeneidade de pessoas, ao « conviver »; isto é, facilitarmos a inclusão do idoso em «todas as áreas da vida comunitária», em «benefício da mesma comunidade», que «otimizemos as possibilidades de gozar de boa saúde»[2], apagarmos / reduzirmos as fraturas que envolvem precariedade, as limitações, a discriminação, os maus-tratos e o abuso em alguns casos.

«Envelhecer e manter-se ativo, evitar o isolamento»[3]  e «lidar com a dupla dimensão de como envelhecer melhor e da proteção aos mais vulneráveis»[4] constituem os principais desafios que as sociedades, independentemente de suas latitudes, ambientes – rurais e / ou urbanos – devem levar em consideração para poder fornecer respostas.

Da mesma forma, é necessário explorar o potencial, as capacidades e os recursos que os idosos representam e significam para a sociedade; recriar uma dinâmica ativa em torno da participação do cidadão que valorize suas habilidades e experiências.

As sociedades supõem intermináveis intercâmbios a partir dos quais os idosos constituem o elo intergeracional que garantirá a valorização, a permanência do patrimônio cultural (histórias, linguagem …), a transmissão e a vinculação da memória.

Conviver também significa reconfigurar o desenho de lugares e espaços da vida, rural e/ou urbano, dadas as novas perspectivas, os novos desafios e necessidades da longevidade. Criar, valorizar, facilitar o acesso a áreas singulares e coletivas internas e externas, instalando infraestrutura, serviços, condições materiais que suportam o bem-estar; em outras palavras, construir um ambiente vital « favorável e esperançoso que compense as transformações físicas e sociais associadas ao envelhecimento » (uma estrutura que também beneficiaria pessoas com deficiência, jovens e não jovens).

O tema Adultos maiores no mundo no século XXI. Aprendendo a conviver, escolhido pelo IV Congresso da Rede Internacional ALEC é uma oportunidade para que pesquisadores, acadêmicos, sociedade civil, cuidadores, mídia, políticos, mundo das finanças, jovens ou não tanto, oriundos de países desenvolvidos ou em desenvolvimento, de língua francesa, de língua espanhola, de língua portuguesa, de língua inglesa e outros; possam intercambiar  e compartilhar conhecimentos e experiências; envolver-se e sensibilizar os cidadãos para um novo “conviver”, uma melhor qualidade de vida, fornecendo respostas e soluções facilmente alcançáveis no âmbito das políticas públicas, sob uma abordagem baseada nos direitos humanos e em conformidade com a Agenda 2030.

[1] Sitio web : http :www.unilim/fr/alec
[2] OMS (2007). Guide Mondial des villes-amies-des aînés, p. 4.
[3] Id.
[4] CF. nota 1.

 


Recepção dos resumos (francês, espanhol, inglês o português) até : 15 de janeiro de 2021

– Título (idioma da comunicação + tradução para o inglês): máximo de 250 palavras + 5 palavras-chave + referências bibliográficas

– Nome (s) + sobrenome (s)

– Função e instituição

– Endereço da instituição

– E-mail + whatsapp

– CV curto

Enviar a :

– Dominique Gay-Sylvestre : dominique.gay-sylvestre@unilim.fr

– Pierre Mérigaud : p-merigaud@autonom-lab.com

DATA DE NOTIFICAÇÃO A DO ACEITE OU REJEIÇÃO DA PROPOSTA DE COMUNICAÇÃO : 30 de janeiro de 2021 

Uma vez aceita a proposta de comunicação, ela deverá ser enviada em conformidade com as normas da revista on-line Trayectorias Humanas Trascontinentales (TraHs) :  https://www.unilim.fr/trahs até o dia: 30 de abril de 2021

ORGANIZAÇÃO

– Conferências magistrais : 30 minutos

– Mesas redondas: duração comunicações : 20 minutos

INSCRIÇÕES

– 90 € 

– pagamento: a partir do 1 de fevereiro de 2021 (ver website)


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